Hora de desapegar
1 Nov
Na minha casa, sempre tivemos o hábito de guardar as coisas. Essa “mania” vem da minha mãe e do meu pai, ambos são um pouco colecionistas, e eu em menor escala, acabei ficando. Desde que entrei na escola, no maternal, minha mãe guardou a maioria total das provinhas, dos cadernos e livros. Não sei como coube isso tudo na nossa casa, porque além de mim, ainda tem minha irmã. Todos os amiguinhos na virada do ano, se livraram de tudo que tinham usado e a gente, guardava.
Fazem 6 anos que moro em Niterói depois de ter ficado a vida toda morando na Bahia e só agora começamos a jogar fora esses papéis pra valer. O problema é que cada livro, cada caderno não é apenas papel, é uma lembrança, uma recordação de algum momento bom da infância, da adolescência. Temos que ver o lado bom de tudo, até do cupim que apareceu e está facilitando o desapego.
Já foram embora duas sacolonas, mas ainda sobrou uma pilha de recordações em papel. Estou sentindo uma certa tristeza, mas que vai passar daqui a uns dias!
Depois de assistir uns reality shows mostrando casos gravíssimos de pessoas acumuladoras, me toquei que desde criança costumo fazer umas coisas estranhas, como comprar muito de uma mesma coisa e nem usar, deixar vencer tipo: perfume, esmalte, shampoos… Ainda juntei toy art (miniaturas), revistas, chaveiros, batons, canetas, adesivos, papel ilustrado do Mcdonald’s, etiquetas de roupas, catálogos de moda, cartões de visita e até sacolas. Hoje, graças à Deus, consigo jogar fora ou doar.

Quase todo mundo coleciona e não tem nada demais, mas tudo tem limite e isso que diferencia normalidade de um problema mais grave. E quem tem histórico familiar de algum tipo de compulsão, tem que dobrar a atenção. Ainda virão os próximos capítulos de desapegos à roupas, sapatos, brinquedos… OMG!
Obrigada quem visita e comenta, fico feliz! *-*
Beijo!
Mary














